6.25.2010

Uma manhã com os meninos do PicaPau no Seixal

Este ano o infantário Pica Pau quis trabalhar alguns artistas com as suas crianças e falaram sobre o meu trabalho. Foi um prazer saber disso por isso fui lá para os conhecer e desafiei-os para uma pintura colectiva.

Eu desenhei uma enfermeira, porque tinha estado a falar de pintar paredes dentro dos hospitais e o que representavam essas ilustrações.

Depois foi a vez de duas meninas fazerem as mãos da enfermeira e inventarem o que ela estava a fazer.
Experiências!
Numa mão tinha um frasco com um rato, desse frasco saia um ovo da Pascoa e estrelas. Tinha um bolso com uma seringa. E na outra mão tinha um frasco para experiências com: uma cobra (lilás com pintas verdes), um peixinho, uma formiga, uma lagartixa, um caranguejo (mancha laranja com algumas patinhas). Nesse frasco saiu uma explosão de onde saiu uma barata gigante (bola castanha com bolinhas lá dentro).
Foi um prazer ver aquelas crianças, sossegadas no momento que era para esperar pelos outros, participativos e interessados.
No final a certeza que tinha valido a pena quando a educadora disse que os tinha feito pensar.


5.26.2010

Apresentação do Projecto Dar Cor à Vida na escola secundária de Palmela

Este ano fui convidada no âmbito do projecto Ilustraqui da Escola 2 3 Hermenegildo Capelo de Palmela na qualidade de ilustradora ir falar um pouco do meu trabalho.
Claro está que lhes" preguei uma seca!" e falei, falei...

Mas no meu de tanta conversa e ilustração espero ter os deixado a pensar como as cores nos influenciam.

Foi uma boa experiência!




5.24.2010

A Bata da Paula Ramos


Já aqui tinha deixado a imagem da minha bata para o projecto "Mãos à Obra" para o hospital D.Estefânia, mas agora fica a primeira que pintei para a Paula Ramos.

5.17.2010

Fez toda a diferença



Esta semana a proposta que levávamos era fazerem um móbil (espanta-espíritos) em que dávamos o desenho de um hospital e de uma ambulância para pintar e dois círculos para pintarem com o que quisessem que os tivessem marcado durante a sua estadia ali para ficar de recordação.
Mas mal chegámos fomos para a sala de actividades para preparar o material e tivemos uma menina esteve perto de nós mas que nada falava. Pensamos que talvez não soubesse falar bem português, mas soube-nos responder que tinha 3 anos.

Pouco depois desapareceu e voltou a aparecer, por isso propus-lhe fazer a actividade que tínhamos esta semana. Embora o que a divertisse mais fosse as cores dos marcadores.

Depois de alguma insistência da minha parte em saber o seu nome mas sem grande sucesso, pois não conseguia perceber o que dizia, parecia-me sempre "Mouca", lá me lembrei que tinha de ter uma pulseira de identificação do hospital e que iria resolver tudo :)
Logo depois soltei um grande MEUCA! finalmente se fazia luz!! acho que tenho desculpa o nome não é nada comum.

E como prémio ela de repente fala. Diz-me que amanha já vai para casa. e apartir dai já nao parecia a mesma menina calada. Falou, falou, e de repente já tinha um brinquedo para pôr no seu quarto. E quiz mostrar o seu quarto mas sempre salvaguardando que o brinquedo não era para ali, era para o SEU quarto.. e que amanha já ia para casa.


Descobriu connosco os seus novos amigos, um saco com peluxes que lhe tinham deixado no quarto que a mimaram com muitos beijinhos.

Num hospital onde as crianças estão sempre acompanhadas com os pais ou por um familiar que substitui os pais quando estes já não podem mais ficar a pergunta impoẽm-se: "E a tua Mãe?" e a resposta é "A Mãe foi comprar um carro para passearmos.. amanha já vou para casa"

Meuca, não via a mãe desde que tinha sido internada e só agora em casa me questiono se amanha irá mesmo para casa.
Dizem que quando queremos muito mesmo uma coisa ela acontece, e eu acredito nisso, e se a Meuca me fez acreditar que sim é porque vai.

Como já perceberam esta menina marcou-me. Optamos por não fazer actividade com mais ninguem e ficar o tempo todo com ela, e hoje sinto que valeu mesmo a pena.

Este mês este projecto está a ser apoiado pela associação Inês Botelho, associação que tenho falado aqui neste blog muitas vezes e que nasceu exactamente com o espirito da pequena Inês que queria partilhar as suas coisas com os outras crianças que se foram cruzando com ela no IPO e torna-los nem que seja por um instante mais felizes, por isso aqui fica o meu muito obrigado à Inês.

5.15.2010

Como se vai chamar?

Como se vai chamar?
É uma questão que leva sempre mais tempo do que se imagina na cabeça dos pais, primeiro porque se cada cabeça seus nomes e conciliar isso nem sempre é fácil...
..depois a responsabilidade de pôr um nome a uma pessoa que mais tarde, quase de certeza vai dizer porquê este e não outro.
Por isso o momento de ir registar é como dizer "Sim é este, é para sempre!" e depois é com um sorriso enorme que se se diz o Nome, como quem diz "Sim já cá está e estou tão feliz".

Conscientes da importância deste momento foi-me pedido para imaginar algo que não tivesse grande custo mas que demarcasse a sala.
Fiz esta ilustração que vai ser aplicada em vinil no vidro que separa a secretaria desta sala que é interior. Espero que gostem!